Cativeiro
É assim que vou começar contando sobre meu ano morando na Paulista, não é a região, é literalmente à Avenida Paulista, essa região que já foi chamada Caagaçu.
Usei a regra do metro quadrado, encontrei o aluguel perfeito e barato, próximo da Swap onde trabalhava na época e próximo da faculdade. Vida perfeita onde poderia fazer tudo andando.
Preciso descrever, talvez sem muitos detalhes, em que momento isso aconteceu, pouco depois de eu ter descoberto algumas consideradas “traições” de um relacionamento já falido, ter dado errado com alguém mais velha e que ambas as situações me fizeram ir direto para o terapia.
O prédio de 1956, com tacos meio soltos e com “móveis” precisando de alguma atenção, porém 40% mais barato o que o preço da região, pé direito alto e uma vista de cartão postal, não tinha por que não aceitar.
Fui demitido durante o processo, a vida tem essas pérolas, porém tinha 1 ano em que voltei a morar com meus pais e infelizmente as coisas não funcionavam bem, mesmo economizando perto de uns R$ 40mil no ano.
São Paulo já me deu ótimas boas-vindas durante a mudança, parece que me testou todo meu comprometimento. Estava com um carro alugado, escutando minha playlist Melody In Ashes, quando saí da 23 de maio e acompanhei na musica Trenches o baterista, junto do som do bumbo o estouro do vidro, musica interrompida e um iPhone 16 recém comprado, foi embora.
Essa cidade mede seu comprometimento com o sono e vontade de viver nela, mas desde de que voltei de Londres fiquei com a sensação de que não existe lugar mais legal para se estar no planetam do que São Paulo. Ainda nessa linha de se resolver a segurança, talvez seria o melhor lugar do mundo para viver, por conta o clima.
Saindo da divagação voltamos, para os perrengues mudança, o prédio antigo me fez demorar para ter internet, a localização ainda me faz repensar quais móveis quero ou não ter na minha casa e nisso tomei uma decisão que preciso rever, onde eu ainda não tenho um fogão e escolhi aproveitar para conhecer os restaurantes da região.
A parte engraçada da vida é reparar como somos ratinhos condicionados ao que nos traz conforto, acabo indo nos mesmos bares e restaurantes de sempre.
E nessa o Blue Pub vira sempre a minha opção favorita, que vou contar no próximo texto, principalmente por ter ou não a ver com personagens que vou precisar introduzir de alguma forma.