Proteja o Wayback Machine!

A web está morrendo lentamente e você nem percebeu.

Esse texto é uma constatação da realidade. Infelizmente, muros fechados como os criados pela Meta, a preguiça humana na leitura, o favorecimento da passividade ao consumir vídeos — sejam eles longos ou curtos em plataformas de big techs — e, por fim, o uso das IAs estão sepultando uma arte já antiga para o fluxo gigantesco da internet: o consumo escrito em plataformas independentes de conteúdo.

Infelizmente, essa é uma ameaça às nossas liberdades que vejo poucos defendendo. Mas a parte que mais me entristece é saber que está morrendo uma grande parcela da cultura humana e o vislumbre de uma grande tribo global que existia na internet.

Algo que me conforta um pouco é a existência do Internet Archive Wayback Machine. O trabalho deles é insano quando paramos para pensar que estão catalogando e armazenando praticamente tudo na internet.

Claro que, para déspotas e autoritários que gostam de reescrever a história, ele é um perigo — assim como livros, arte moderna e museus.

O Internet Archive é como um grande museu de uma web que não existe mais, e cumpre o papel impressionante de preservar talvez a maior biblioteca viva que a humanidade já criou.

É lá que encontro algumas coisas das quais tenho vergonha, mas que deixei no histórico de 14 anos atrás, como o https://ouvindorock.com ou o Rock a Holic, que existiu em 2013. Meio cringe e dá vergonha, mas eu evoluí.

É lá também que posso encontrar a versão de produção do apontador.com.br, que recebia 17 milhões de acessos e que trabalhei na manutenção e construção em 2014. Com isso, há parte do meu trabalho de 12 anos atrás catalogada e com a menção de que já existiu uma FNAC na Avenida Paulista.

Foi no web archive que consegui restaurar os últimos seis textos que perdi aqui no blog por um vacilo meu e pela falta de backup. Protejam o Wayback Machine e fiquem atentos a qualquer movimento de políticos para reescrever ou derrubar a internet.

E fiquem atentos aos ataques que o Wayback recebe. Ele preserva intacta a história; é o nosso museu online, mesmo quando quase não percebemos o que está desaparecendo.


PS: É lá que podemos encontrar como era o Orkut 20 anos atrás!!!


PS: 2 texto escrito por humano e revisado por IA, você pode encontrar o prompt e original falhas clicando nesse link.